quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PERCEPÇÃO MUSICAL


Percepção musical
A percepção musical é a capacidade de perceber as ondas sonoras como parte de uma linguagem musical. Envolve especialmente a identificação dos atributos físicos do som, como volume, timbre e afinação (percepção sonora), mas também elementos musicais como melodia (percepção melódica) e ritmo (percepção ritmica).
Visto como indispensável para musicistas, foram desenvolvidos uma série de métodos destinados a aumentar esta capacidade em crianças e adultos. Cursos de música (em universidades, conservatórios ou mesmo em escolas regulares), tipicamente, reservam várias aulas com este propósito.
O termo percepção musical é, muitas vezes, usado como sinônimo de percepção sonora, nesse caso desconsiderando melodia, ritmo e elementos de linguagem musical.
Altos níveis de percepção musical são sinais de apurada capacidade de análise sonora. Ajudam muito mas não garantem a musicalidade do indivíduo, visto que não tem relação direta com capacidades de produção sonora. Algumas tarefas esperadas de uma alta percepção musical incluem a identificação de escalas a partir de melodias; acordes e progressões de acordes em trechos musicais; nunances interpretativas; harmônicos; vozes em meio a uma polifonia; e até ruidos indesejáveis em meio a música. O chamado "ouvido absoluto" refere-se à capacidade de identificar e nomear notas musicais apenas pela audição de sons correspondentes.
Dimensão do tempo métrico, ou medido, onde se ouve um tempo ‘de metrônomo’, um tempo contado por unidades de igual duração (tempo de relógio). Nesta dimensão, o conhecimento técnico, analítico prevalece; pensa-se em cada material da música, como por exemplo, no compasso (binário conta 1 2; no ternário conta 1 2 3), no andamento (andante, rápido, lento), na acentuação, na agógica (acelerando, ralentando), e outros. Dimensão de tempo não métrico, que pode ser vivenciado por meio das palavras da canção, seguindo mais os acentos, entonações das frases do texto do que propriamente da métrica definida do compasso. O tempo é mais flexível, elástico, com componentes de expressividade do conteúdo semântico.
Dimensão da corporeidade, que pode ser métrico ou não, mas que seguirá a intuição auditiva; o corpo 'pensa' e responde gestualmente; a percepção é orientada pelos componentes mental (ou cognitivo), afetivo (ou psicológico) e físico-corporal. O corpo expressa a percepção do tempo que pode suspender e/ou deixar o ‘métrico’, para realçar outro componente (melodia, acorde, uma suspensão, uma palavra, etc.) que foi sentido ou percebido como significativo para o intérprete e/ou ouvinte.
Dimensão expressivo-individual que é essencialmente não métrico, ou, se há métrica, com certeza está livre da medida 'contada'. É essencialmente flexível e elástica a vivência temporal nesta dimensão. Um exemplo Que acontece frequentemente é quando o ouvinte tem toda a música na mente, e com isso tem a capacidade de ‘parar’ em uma determinada melodia, evento, ou sonoridade, e lá fica repetindo, voltando, refazendo, curtindo o mesmo em um tempo não-métrico. O tempo, neste caso, é tão variável quanto variável é a concepção do tempo musical.

HISTÓRIA DO BLUES


Blues
Blues é uma forma musical vocal e/ou instrumental que se fundamenta no uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, evitando notas da escala maior, utilizando sempre uma estrutura repetitiva. Nos Estados Unidos surgiu a partir dos cantos de fé religiosa, chamadas spirituals e de outras formas similares, como os cânticos, gritos e canções de trabalho, cantados pelas comunidades dos escravos libertos, com forte raiz estilística na África Ocidental. Suas letras, muitas vezes, incluíam sutis sugestões ou protestos contra a escravidão ou formas de escapar dela.
O blues tem exercido grande influência na música popular ocidental, definindo e influenciando o surgimento da maioria dos estilos musicais como o jazz, rhythm and blues, rock and roll e música country, além de ska-rocksteady, soul music e influenciando também na música pop convencional e até na música clássica moderna.

História

As origens

O blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, posteriormente definido como "blues", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão. Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".

As raízes no delta

Há várias versões sobre aquela que é a primeira composição típica de blues, assim como seu primeiro idealizador. Diz a lenda que o autoproclamado "Pai do Blues" W. C. Handy ouviu este tipo de música pela primeira vez em 1903, quando viajava clandestinamente em um vagão de trem e observava um homem que tocava violão com um canivete. Daí teria surgido aquele que é dito como o primeiro blues da história, St. Louis Blues. Porém o mais correto a afirmar é que o blues surgiu de uma forma mais ambiental e progressiva do que uma única canção. De fato, a instrumentalização das work songs (canções de trabalho) foi o marco inicial para o surgimento do blues como estilo de música.
O primeiro nome popular a surgir como músico específico de blues foi o de Charley Patton, em meados da década de 20. Posteriormente, na mesma época, surgiram nomes como de Son House, Willie Brown, Leroy Carr, Bo Carter, Sylvester Weaver, Blind Willie Johnson, Tommy Johnson entre outros. A princípio, a maioria das canções interpretadas eram cantos tradicionais como Catfish Blues e John The Revelator, canções essas que tiveram vários intérpretes e versões variadas no decorrer da história. Porém, foi na década de 30 que surgiu aquele que é talvez o nome mais influente e idolatrado do blues: Robert Johnson. Influenciado sobretudo por Son House e Willie Brown, Johnson viveu pouco tempo, cerca de 27 anos, sendo que a sua data de nascimento não é totalmente precisa. Vitimado, segundo a lenda, por um whisky envenenado pelo marido de uma de suas amantes. Gravou 29 canções apenas, entre 1936 e 1937, porém consideradas alguns dos maiores clássicos de blues de todos os tempos.
No final dos anos 30 e inícios dos 40 surgiram as primeiras grandes bandas de blues, de Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy. E a partir de 1942 o blues sofre sua primeira grande "revolução" interna com o soar das primeiras notas eletrificadas do legendário guitarrista T-Bone Walker. Certamente é deste nome que remonta as origens do formato consagrado do blues moderno, baseado na repetição 12 compassos da melodia base e com o solo totalmente livre do acompanhamento, (ou seja, o puro improviso) o que não ocorria até então já que o solista era na maioria dos casos também o responsável pelo parte rítmica instrumental. O que certamente tornou possível a T-Bone Walker ser o precursor do estilo clássico moderno do blues foram suas raízes no Jazz, que posteriormente imortalizariam a marca de seu Blues. Com a explosão do blues em Chicago e o advento da eletricidade na música, o blues atingiu um patamar novo, deixando de ser restrito a um pequeno grupo, para se tornar cultura popular no sul dos Estados Unidos.


Em meados dos anos 40, começa um período intenso de migração do delta do Mississippi para Chicago, que já ocorria há alguns anos, porém de forma mais escassa. A população negra do sul dos Estados Unidos, procurando fugir da repressão e das condições precárias de vida que lá encontravam, viram em Chicago um lugar para novas oportunidades. Os músicos de Blues que, por essa época, chegavam em grande número a Chicago, encontraram a eletricidade na música, o que possibilitou uma gama enorme de novas possibilidades e os permitiu alçarem vôos mais altos com sua música. Talvez o grande nome dessa nova fase tenha sido o de Muddy Waters, o primeiro a eletrificar todos os instrumentos de sua banda. Com seu blues carregado, poderoso e intenso, Muddy Waters é talvez, junto com Robert Johnson, a figura mais influente e popular do blues americano, sendo o primeiro bluesman a ter seu nome reconhecido fora dos Estados Unidos, sobretudo na Inglaterra, onde influenciaria posteriormente o surgimento de diversas bandas importantes como The Beatles, Yardbirds e The Rolling Stones. Essa última inclusive teve seu nome baseado em uma música de Muddy Waters, Rollin' Stone. Waters compôs e/ou interpretou inúmeros clássicos máximos do blues como Baby Please Don't Go, I Can't Be Satisfied, Honey Bee e Hoochie Coochie Man, entre muitas outras. Sua importância no desenvolvimento do blues como gênero dominante no cenário mundial é tão grande que é necessário um capítulo à parte para descrever toda a sua obra.
Outro grandioso nome do blues surgido nesse período foi o de Willie Dixon. Um dos poucos baixistas líder de banda do Blues, Dixon é considerado o "poeta do blues", já que suas letras se tornaram hinos da cultura bluesística. Sem dúvida é o mais importante compositor da segunda geração do blues. É dele a composição de um dos maiores clássicos, Hoochie Coochie Man, que se tornou famosa na versão de Muddy Waters. Entre outros clássicos estão You Shock Me, I Can't Quit You Baby, Little Red Hooster (composição em parceria com Howlin' Wolf), Spoonful e Back Door Man .
Não menos importante foi o nome de Howlin' Wolf. Guitarrista e gaitista de origem, ficou famoso por sua voz rouca e de um blues bastante swingado. Definiu um estilo impossível de não ser reconhecido, que influenciaria de forma marcante posteriormente músicos como Eric Clapton, Jeff Beck e Stevie Ray Vaughan. Suas parcerias com Willie Dixon renderam verdadeiras obras primas, além de composições conjuntas. Destaques para The Little Red Rooster e Howlin' For My Baby.
A guitarra elétrica se tornou unanimidade absoluta no blues, nesse período, porém nenhum outro nome consagrou tanto a guitarra solo como elemento central do blues quanto B.B. King. Influenciado diretamente por T-Bone Walker, outro virtuose da guitarra solo, B.B. King criou um estilo único e quase inigualável de frasear o instrumento, de forma pura e melódica como poucos conseguem. O seu vibrato tornou-se marca registrada, dando aos solos de guitarra uma forma quase verbal. Sem falar de seu vocal-tenor que muitas vezes se destacava mais que o próprio instrumento. Influenciando praticamente todos os guitarristas que vieram posteriormente, é classificado, merecidamente, como o "rei do blues". De fato, blues e B.B. King hoje são termos quase inseparáveis.
Inevitável não citar a figura de John Lee Hooker, que se identificaria posteriormente pelo seu Booggie, e seu estilo falado de cantar, que se tornaria sua marca registrada. Porém sua importância no blues vai muito mais além do que apenas uma vertente adjunta. Além de ter sido um dos primeiros a eletrificar a guitarra no blues, John Lee Hooker foi o percursor do Blues de Chicago, antes mesmo de Muddy Waters ganhar renome e importância, e suas obras foram de total referência na estilo Rock que estava nascendo.

Os anos 60 e o blues britânico

Um dos momentos mais marcantes do blues foi a apresentação de Muddy Waters em Londres no início dos anos 50. Foi um marco, pois dali em diante o blues ganharia renome internacional e influenciaria o surgimento de novas vertentes musicais, especialmente o rock n' roll. Logicamente Chuck Berry é indiscutível como iniciador do modelo rock, porém sua origem é absoluta no blues, ainda mais na música de Waters. Mas foi o reconhecimento do blues na Inglaterra nos anos 50 que alavancaria o nascimento de uma revolução na história da música ocidental. E foi da fusão do blues, com essa nova vertente, o rock, que nasceria o gênero que marcaria em essência toda a nova geração de músicos que surgia no cenário mundial. Era o blues-rock. Bandas como Rolling Stones, Yardbirds e mais posteriormente Cream, Fleetwood Mac, Jeff Beck e Led Zeppelin teriam suas raízes totalmente fundadas no blues elétrico de Chicago. Talvez o grupo de maior importância no recém surgido cenário blues britânico tenha sido John Mayall and the Bluesbreakers, que além de ter grande influência no crescimento do blues dentro do país, foi a banda-alçapão de músicos que viriam a se tornar importantíssimos nesse cenário musical em ascensão, como Eric Clapton, que posteriormente viria a formar o Cream, Peter Green que sairia do grupo para ser líder e compositor do Fleetwood Mac, e Mick Taylor, que seria requisitado como guitarrista dos Rolling Stones.

E, com o reconhecimento mundial desses músicos, os nomes clássicos do folk-blues americano como Robert Johnson, Son House, Muddy Waters, Howlin' Wolf e B.B. King passaram a ser referências diretas. Foi no Newport Folk festival de 1963 que o blues teve seu auge, com a apresentação de diversas figuras consagradas do estilo. Daí em diante praticamente todos os músicos dos mais diversos estilos provenientes do rock e blues regravaram clássicos antigos. O Led Zeppelin, em seu primeiro álbum gravou uma série de composições de Willie Dixon, porém incluindo como autoria própria, o que resultaria em uma batalha judicial, que obrigaria a banda a identificar Dixon como autor original.
Na América, os efeitos foram diretos, e músicos como Creedence Clearwater Revival, The Doors, Bob Dylan e Jimi Hendrix desenvolveram seus estilos próprios fundamentados nas raízes do blues. Internamente, nomes como Albert King, Freddie King e Buddy Guy, iniciaram uma mudança na sonoridade do blues, juntando elementos típicos do rock, a guitarra distorcida e pesada, com o som tradicional, o que levaria alguns puristas a rejeitarem essa nova "moda" que contrariava o purismo tradicional da música.

O renascimento nos anos 80

Durante os anos 70, o blues, como forma predominante de influência musical, que havia influenciado o surgimento de diversas outras tendências, ia perdendo espaço cada vez mais para os elementos eletrônicos e especialmente da era disco. Até meados dos anos 80 o blues quase inexistia como estilo musical. As aparições dos músicos clássicos de Chicago eram cada vez mais esporádicas, e a própria nova moda rejeitava a sua tendência não comercial contrastante com a fase "Dancing" dos anos 80. Porém foi com o guitarrista texano Stevie Ray Vaughan, que o blues ganhou novas forças. Virtuoso e intenso ao tocar, Vaughan trouxe à tona um estilo até então adormecido, regravando clássicos e criando uma marca própria, unindo elementos típicos do blues de Chicago de Albert King, B.B. King e Howlin' Wolf, com o virtuosismo de Jimi Hendrix. Medalhões apagados como B.B. King, Eric Clapton e outros voltavam a ser referências, e Vaughan foi o responsável por essa nova fase. Vaughan gravou quatro álbuns de estúdio, e neles estão composições que se tornaram referências ao blues e suas vertentes. Suas interpretações variavam do blues tradicional (Pride and Joy, Texas Flood), ao cool jazz (Stang's Swang, Riviera Paradise), passando por soul music (Life Without You), funk rock (Could't Stand't The Weather) e shuffle (Rude Mood). Após a sua morte prematura em 1990, o blues nunca mais teve a mesma força e influênca que teve em tempos passados, e por isso seu nome é lembrado como um verdadeiro herói na história do blues. Coincidentemente ou não, o desaparecimento gradativo do blues no cenário mundial nos anos 90, coincidiu com a queda de praticamente todas a vertentes musicais expressivas, que foram cedendo espaços a estilos comerciais voltados para a mídia e para o marketing, pouco preocupados com uma expressão artística e cultural, da música como forma de transmissão de idéias e emoções, o que levou a uma queda acentuada na qualidade artística das composições musicais nesse final de milênio. Porém numa proporção mais restrita, novos músicos de blues surgem no cenário musical americano como Keb' Mo' e Corey Harris, mas ainda longe de ser expressivo e significativo como outrora fora.

Blues de dança

Blues é também o nome do estilo de dança informal conhecido por “swing dancing”, estilo sem padrões fixos e principalmente baseado no contacto, sensualidade e improvisação.

Exemplos

Referências

  1. The Evolution of Differing Blues Styles. How To Play Blues Guitar.
  2. Howard A. DeWitt, Morten Reff. Chuck Berry, rock 'n' roll music. [S.l.]: Pierian Press, 1985. 0876501714, 9780876501719
  3. Gérard Herzhaft, Paul Harris, Jerry Haussler, Anton J. Mikofsky. Encyclopedia of the blues. [S.l.]: University of Arkansas Press, 1997. pp. 185. 1557284520, 9781557284525
  4. James E. Perone. Mods, rockers, and the music of the British invasion. [S.l.]: ABC-CLIO, 2008. pp. 123. 0275998606, 9780275998608
  5. Justin Lewis, Toby Miller. Critical cultural policy studies: a reader. [S.l.]: Wiley-Blackwell, 2003. pp. 245. 0631223002, 9780631223009

Ligações externas

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HARMONIZAÇÃO ( INICIO )





MÚSICA

Música é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma por meio dos sons.
A música divide-se em 4 partes fundamentais, que são:
1)         Melodia à que é a combinação dos sons quando são executados uns após os outros formando um sentido inteligível;
2)         Harmonia à é a combinação dos sons quando são executados juntamente (dois ou mais sons), formando um conjunto que soam como se fossem um só.
3)         Timbre à é a propriedade que tem um som de ser diferente dos demais, mesmo quando têm em comum o nome, mas soa diferente dos outros;
4)         Rítmo à é a arte de combinar os sons, subdividi-los e organiza-los dentro de determinados espaços de tempo, criando uma variação de estilos e forma de executa-los.

As propriedades da música e suas diversas variações foram criadas em função de tempo e de combinações.

O princípio gerador das combinações é uma seqüência de sete notas (sons), que é chamada Escala Base.
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Que se repetem quase que infinitamente tanto no sentido positivo (ascendente (à)) quanto no sentido negativo (descendente (ß)). Damos o nome de Agudos aos sons Ascendentes e Graves aos sons descendentes.
Criou-se, para efeito de organização, uma definição que todo os sons são gerados à partir do chamado central no piano. Sendo sua freqüência variável em 4,100 Hz. Daí partimos em ambos os sentidos formando as escalas.

Como estas sete notas têm um combinação perfeita, mas que partindo de outra nota que não seja o DÓ central, dá se a impressão de que não forma o mesmo sentido. Daí criou-se os intervalos, que são notas que estão entre as sete notas convencionais. Para representa-los, das sete notas existentes, dividiram-se cinco, formando uma escala de doze notas.

DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI
ÜÛ
SI – SIb – LÁ – LÁb – SOL – SOLb – FÁ – MI – MIb – RÉ – Réb -  DÓ.

Sendo: # (sustenidos) em sentido ascendente e b (bemóis) em sentido decrescente.
À essa Escala de doze notas, damos o nome de Escala Cromática, Diatônica ou Semitônica.

A menor distância que existe entre uma nota (som) e outra(o) é chamada de SEMITOM, e a distância entre duas nota é chamada de TOM. Observe:

DÓ –  DÓ#  -   RÉ  –   RÉ#  - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI – DÓ (Reinício)

Observe que a distância entre Dó e Dó# é de meio tom ou um semitom, e a distância entre Dó e Ré e de um tom. A distância entre Dó e Ré# e de um tom e meio, a distância entre Ré e Fá# é de dois tons e assim por diante, soma-se de meio em meios-tons e descobre-se a distância entre as notas da Escala.

Cada nota de uma Escala é chamada de Grau dessa Escala. Dentro da Escala Natural – de sete notas há sete Escalas. E na Escala Diatônica existem doze Escalas naturais.
Para descobrir cada Escala, basta iniciarmos de quaisquer das sete ou doze notas das Escalas e percorrermos o caminho, conforme escala padrão natural. Observe abaixo:

DÓ  –  RÉ   –   MI   –   FÁ   –  SOL  –  LÁ  –   SI   –   DÓ 
                                       T          T           ST         T            T            T          ST

ONDE:
T (um tom) e ST (semitom)

Se iniciarmos uma Escala em Ré, teremos:

RÉ   –   MI  –   FÁ#  –  SOL  –  LÁ  –  SI   –   DÓ#   -  RÉ
                                   T          T           ST         T            T            T          ST
                                                                                                          
Esta escala será chamada Escala Natural de Ré, porque começa com a nota Ré. E assim por diante... a escala que começa em Dó será chamada de Dó, etc.
Baseado na Escala Natural podemos criar variações e assim através disto descobrir novas possibilidades de combinações.

Harmonização Ú  é a propriedade da música que tem como objetivo combinar e organizar os sons de maneira que formem um conjunto em harmonia (que soa bem aos ouvidos).

Para definirmos o sentido de harmonização, tomaremos como exemplo o acorde de DÓ MAIOR.
O acorde de DÓ MAIOR é formado pela combinação de três sons:
– que é chamado tônica, porque é ele quem dá nome ao acorde e porque é o que soa mais destacado.
Mi – que é chamado terça porque é o terceiro grau, partindo da tônica;
Sol – é chamado Quinta porque é o quinto grau, partindo da tônica.
Graus:

Usamos a escala cromática de Dó maior como exemplo.

ESCALA CROMÁTICA DE DÓ MAIOR

GRAUS
DÓ #
RÉ#
MI
FÁ#
SOL
SOL#
LÁ#
SI
GRAUS
-
-
-
-
-
NOME DOS GRAUS
TÔNICA
SEGUNDA MENOR
SEGUNDA MAIOR
TERÇA MENOR
TERÇA MAIOR
QUARTA JUSTA
QUINTA DIMINUTA
QUINTA JUSTA
QUINTA AUMENTADA
SEXTA JUSTA
SÉTIMA MENOR
SÉTIMA MAIOR
SÍMBOLOS
T
2m
2M
3M
3m
4
5
5+
6
7m
7+

Os acordes (harmonias) são nada mais que pilhas de notas que pertencem a mesma escala.
Para isso vamos dispor a escala de Dó maior assim:

Partindo do primeiro grau:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI – FÁ

As notas empilhadas ficam assim:

MI
SOL
SI

MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MI
SOL
DÓ MAIOR
RÉ MENOR
MI MENOR
FÁ MAIOR
SOL MAIOR
LÁ MENOR
SI MENOR C/ QUINTA MENOR
*

Existem dois tipos de harmonias:

Tríades -  que é formada por três graus da escala, no caso de Dó maior:
Ú  Tônica do acorde
MI Ú  Terça do acorde
SOL Ú  Quinta do acorde
A tríade é um tipo de harmonia consonante, porque seus graus combinam-se perfeitamente, formando um som definido.

Tétrades -  que é formada por quatro graus da escala, no caso de Dó maior:
Ú  Tônica do acorde
MI Ú  Terça do acorde
SOL Ú  Quinta do acorde
SI Ú  Sétima do acorde
A tríade é um tipo de harmonia dissonante, porque seus graus quando soam juntos dão um idéia de desarmonia, mas pertencem à mesma escala.

Maior ou menor ?
Um acorde é maior quando sua Terça (terceiro grau) é maior.
Para que seja maior é preciso observar a seguinte regra:

DÓ –  RÉ –  MI –  FÁ – SOL –  LÁ –  SI –  DÓ

                                               1t      1t        ½ t     1t         1t       1t     ½ t


Observe o caminho que fez a escala de Dó maior, conforme explicado anteriormente.

Um tom de Dó à Ré, um tom de Ré à Mi, meio tom (semitom) de Mi à Fá, um tom de Fá à Sol, um tom de Sol à Lá, um tom de Lá à Si e meio tom de Si à 8ª (Dó)
Agora contado de Dó (1º grau) a Mi (3º grau) são exatamente dois tons.
Então quando a distância entre a Tônica e a Terça forem de dois tons, a Terça será maior.
Agora conte da Tônica até a 5ª (Sol), serão três tons e meio. Quando a distância entre a tônica e a 5ª forem de três tons e meio a 5ª será maior.
Confira:

Todo acorde, como já vimos anteriormente, é formado por três graus maiores, que são:  1º (tônica), 3º (Terça) e 5º (Quinta). Então a tríade de Dó maior será:

                                             

Dó                                                     (Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó)         
Mi                                                               
Sol                                                             

Quando a Terça de um acorde for menor (se a distância entre a tônica e a Terça for de um tom e meio) o acorde também será menor. Veja no exemplo:


Dó                                                     (Dó - Ré - Mib - Fá - Sol - Láb - Si - Dó)
Mi bemol (ou Ré sustenido)
Sol

                        

Sustenido e bemol são formas diferentes de representar os semitons.


Enquanto sustenido (#) representa meio tom subindo na escala, bemol (b) significa meio tom descendo na escala.

Existem uma vasta complexidade na harmonização, isto dá-se porque existem infinitas combinações. Mas cada tipo de harmonia têm um escala como origem.
Para defini-las foi preciso criar escalas, que são chamadas gregas, pois têm seu princípio baseado nos estudos da música grega. São elas:
 
Jônio

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ


Dórico

RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ


Frígio

MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI


Lídio

FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ


Mixolídio

SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL


Aeólio

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ


Lócrio

SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI


Toda escala, como já foi explicado, têm sua formação na escala Cromática:

DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI


TÉTRADES (DISSONANTES)

Toda tétrade, como já vimos, têm como formação quatro graus. E esses graus seguem o mesmo padrão da tríade, ou seja, são notas empilhadas, que, de acordo com sua posição terão um nome específico.

Ex.:
A tétrade de  Dó maior

Escala natural maior ÚDÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Começando da Tônica Ú MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ  – RÉ – MI
Começando da Terça Ú SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL
Começando da Quinta ÚSI – DÓ– RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Então vemos que a tétrade de Dó maior formada pelo empilhamento das notas, sequenciando de três em três graus, formamos um acorde maior com uma sétima maior.

C7M

Vamos analisar as tríades
Como já vimos, a tríade é formada por três graus (1º, 5º e 6º graus).
A tríade muda de nome de acordo com sua formação:
Para mudarmos sua formação devemos analisar os intervalos que existem entre um grau e outro.
Vejamos:

DÓ – DÓ# – RÉ – RÉ# – MI – FÁ – FÁ# – SOL – SOL# – LÁ – LÁ# – SI – DÓ


Como já podemos observar, a escala acima é uma escala cromática. Que é formada por semitons, e por ela ter começado em DÓ será chamada de escala cromática de DÓ MAIOR.
Baseado nisto vamos estudar os intervalos entre uma nota (grau) e outra.



QUADRO DE INTERVALOS DE DÓ MAIOR
SUSTENIDOS

BEMÓIS
INTERVALOS
NOME
*
INTERVALOS
NOME
DÓ a RÉ
2ª maior
ou
DÓ a RÉb
2ª menor
DÓ a RÉ#
2ª aumentada
ou

DÓ a RÉ

2ª maior
DÓ a MI
3ª maior
ou
DÓ a Mib
3ª menor
DÓ a FÁ
3ª aumentada ou 4ª justa
ou
DÓ a MI
3ª maior ou 4ª diminuta
DÓ a FÁ#
4ª aumentada
ou
DÓ a FÁ
4ª justa
DÓ a SOL
5ª justa
ou
DÓ a SOLb
5ª diminuta
DÓ a SOL#
5ª aumentada
ou
DÓ a SOL
5ª maior
DÓ a LÁ
6ª maior
ou
DÓ a LÁb
6ª diminuta
DÓ a LÁ#
6ª aumentada
ou
DÓ a LÁ
6ª maior
DÓ a SI
7ª maior
ou
DÓ a Sib
7ª menor
DÓ a DÓ
7ª aumentada ou 8ª justa
ou
DÓ a SI
7ª maior

DÓ a DÓ#

8ª aumentada
ou

DÓ a DÓb

8ª diminuta
DÓ a RÉ
9ª justa
ou
DÓ a DÓ
8ª justa
DÓ a RÉ#
9ª aumentada
ou
DÓ a RÉb
9ª diminuta
DÓ a MI
10ª maior
ou
DÓ a RÉ
9ª maior
DÓ a FÁ
10ª aumentada ou 11ª justa
ou
DÓ a Mib
10ª menor
DÓ a FÁ#
11ª aumentada
ou
DÓ a MI
10ª maior
DÓ a SOL
12ª justa
ou
DÓ a FÁ
11ª justa
DÓ a SOL#
12ª aumentada
ou
DÓ a SOLb
12ª diminuta
DÓ a LÁ
13ª maior
ou
DÓ a SOL
13ª maior
DÓ a LÁ#
13ª aumentada
ou
DÓ a LÁb
14ª diminuta
DÓ a SI
14ª maior
ou
DÓ a LÁ
14ª maior

Como mostra a tabela acima os graus dependem do acidente (# ou b) para serem identificados.
Se for # (sustenido) serão maiores ou aumentados
Se for b (bemol) serão menores ou diminutos.
Trabalhando com as tríades veremos que existem quatro tipos delas:

ª) sendo:
DÓ   T (tônica)
MI     3ª (Terça maior)            TRÍADE NATURAL
SOL  (Quinta maior)




DÓ   T (tônica)
MIb   (Terça menor)        TRÍADE MENOR
SOL  (Quinta maior)





DÓ   T (tônica)
MI   (Terça maior)                     TRÍADE AUMENTADA
SOL#   (Quinta aumentada)



DÓ   T (tônica)
MIb   (Terça menor)                  TRÍADE DIMINUTA
SOLb  (Quinta maior)
 
 
Vamos analisar agora as tétrades

A tétrade têm sua formação parecida e originária da tríade, só que com um grau a mais. Esse grau é justamente uma Terça maior (partindo da Quinta) exemplo:

 

Partindo da Tônica:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI



2 tons - então é uma Terça maior

Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ





1 tom e ½ - então é uma Terça menor

Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI – FÁ


2 tons - então esta é uma Terça maior.

Empilhando as notas
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI – FÁ
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ   nova seqüência partindo do sétimo grau.
Dessa forma nós temos as tétrades de Dó maior. E seus nomes serão:


GRAUS

ESCALAS

MI
SOL
SI

MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
NOMES
DÓ COM SÉTIMA MAIOR
RÉ MENOR COM SÉTIMA MENOR
MI MENOR COM SÉTIMA MENOR
FÁ COM SÉTIMA MAIOR
SOL MAIOR COM SÉTIMA MENOR
LÁ MENOR COM SÉTIMA MENOR
SI MENOR C/ QUINTA MENOR E SÉTIMA MENOR
*

Outros tipos de escalas:

CROMÁTICA

A escala cromática  é formada por ½ e ½ tons, isto chama-se simetria, porque são distâncias iguais.

 

HEXAFÔNICA

Agora temos a escala hexafônica.

A escala hexafônica é formada de tom em tons:

DÓ – RÉ – MI – FÁ# - SOL# - LÁ# - DÓ

DIMINUTA


Formada de um tom e meio consecutivos:

DÓ – RÉ – MIb - MI- FÁ – SOLb – LÁb - SIbb – DÓ


PENTATÔNICA


A escala pentatônica origina-se da escala maior, na verdade é uma escala maior sem os 4º e 7º graus:

Exemplo:
Escala maior (modo Jônio)                                                  Escala pentatônica maior

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI                              DÓ – RÉ – MI – SOL – LÁ

Diz-se pentatônica porque é formada de apenas 5 graus.

Existem também as escalas harmônicas e melódicas

Estas escalas são muito usadas porque geram uma série importantes de novas combinações harmônicas. Mas para que se possa entender, preste atenção na explicação abaixo.

Toda escala maior têm uma outra escala dentro dela, que é uma escala menor. E essa escala têm sua formação baseada da mesma forma que a tríade. A essa escala damos o nome de escala relativa e que começa no sexto (6º) grau da escala natural maior. Veja no exemplo abaixo:

Escala natural maior de Dó maior

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Aqui começa a escala relativa menor.

Então a escala relativa menor de Dó maior será:

LÁ –    SI    –    DÓ   –    RÉ   –    MI    –   FÁ    –    SOL   –   LÁ
                                 1 t            ½ t          1 t         1 t           ½ t          1 t         1 t


Como você pode notar ela começa em Lá, portanto será a escala de Lá menor.

Mas voltando às escalas Harmônicas e Melódicas ...
Harmônicas
A escala harmônica é a mesma relativa, só que com o sétimo grau alterado. Ex.:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL #






























                               Sendo                  T      2ª M  3ªm     4J      5J   6m     7ªM

Analisando a escala:

                          LÁ  –   SI    –   DÓ  –    RÉ    –   MI   –   FÁ  –   SOL #   –  LÁ
                                 1 t         ½ t         1 t       1 t          ½ t          1 t         ½  t


·         Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Terça forem menor que dois tons a Terça será uma Terça menor, é o caso desta escala. Ela é uma escala menor por esta razão.
·         Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Quinta forem de três tons e meio a Quinta será uma maior. Neste caso a Quinta desta escala será uma Quinta maior.

Agora vamos empilhar as notas:

Partindo do primeiro grau:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI

Dispondo-os em ordem, a tríade de Lá menor será:

SI
MI
SOL#

MI
SOL
SI
MI
SOL

SI
MI
LÁ MENOR
SI
MEIO DIMINUTO
DÓ MAIOR
RÉ MENOR
MI MENOR
FÁ MAIOR
SOL # DIMINUTA
*

Agora o empilhamento para a descrição das tétrades:

Partindo do primeiro grau:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI
Partindo do sétimo grau:
SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI– FÁ – SOL#

Dispondo-os em ordem, a tétrade de Lá menor será:

SI
MI
SOL#

MI
SOL#
SI
MI
SOL#

SI
MI
SOL#

SI
MI
SOL#
LÁ MENOR COM SÉTIMA MAIOR
SI
MEIO DIMINUTO
DÓ MAIOR COM 5 AUMENTADA E SÉTIMA MAIOR
RÉ MENOR COM SÉTIMA E DÉCIMA PRIMEIRA AUMENTADA
MI  MAIOR COM SÉTIMA MAIOR
FÁ MAIOR COM SÉTIMA MAIOR
SOL SUSTENIDO DIMINUTA
*

Se você observar nas escala gregas (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio), que estão na página 4, vai  ver que a escala relativa menor chama-se Aeólio na escala de Dó maior. Mas devido à alteração que ela sofreu no sétimo grau (sol#), na Tétrade ela se chamará:

Aeólio7+ (Aeólio com sétima maior)
A sétima será chamada maior porque o sol é sustenido. Veja no quadro de graus na página 05.
A escala harmônica então terá o nome de AEÓLIO7+.
Agora, se separarmos os modos, começando da harmônica (AEÓLIO7+), teremos os agrupamentos harmônicos da relativa menor de Dó, no nosso caso é a Lá menor (6º grau da escala de Dó):
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ   modo AEÓLIO7+
SI – DÓ –  RÉ – MI –  FÁ – SOL# – LÁ – SI   modo LÓCRIO6
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ   modo JÔNIO5#
RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ   modo DÓRICO4#
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI Ú  modo MIXOLÍDIO6b9b
FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI – FÁ Ú  modo LÍDIO9
SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI– FÁ – SOL# Ú  ALT6/DIMINUTA
Veja só uma nova escala (ALT6/diminuta). Explicando-a:

Esta escala têm nome de escala diminuta (ALT significa alterado), então ela é uma escala diminuta alterada. Na verdade ela não é bem uma diminuta, e sim um arpegio diminuto. E o nome de diminuta é uma referência à tríade, o 7º grau dobrado bemol, conforme página 8 (DIMINUTAS).
Primeiro vamos entender o termo ALT (ALTERADA). Diz-se tríade alterada quando  uma tríade vem acompanhada de:

2b/9b que é 2ª menor/9ª menor
2/9 que é 2ª aumentada/9ª aumentada que também é uma 3ª menor
5b/11 que é 5ª diminuta ou 11ª aumentada que também é uma 5ª diminuta
5/13b
6b ou 6m  que é Sexta menor

Daí conclui-se que ALT se refere à:

SOL# – LÁ – SI – DÓ –  RÉ – MI– FÁ – SOL#
 T                 3ªm           5ªdim         6ªm  

Ou seja, neste acorde: modo que é o Sétimo grau da escala relativa menor, no caso uma escala harmônica, encontramos as características de ALT. Mas, simplificando, o ALT é uma escala que começa no 7º grau de uma escala relativa menor.

ESCALA MENOR MELÓDICA

A escala menor melódica é uma escala montada a partir da relativa menor, só que com os 6º e 7º graus aumentados. Veja no exemplo:

                                               LÁ –   SI –   DÓ –   RÉ –    MI –   FÁ# – SOL# –   LÁ
                                                     1t        ½ t       1t        1t          1t        1t        ½ t

E seus intervalos são:                  T       2M     3m      4J      5J       6M      7M

Se você montar a escala natural de Lá maior verá que a única diferença que há entre a maior e a menor melódica é a Terça, que é maior na maior, e menor na menor melódica. Conclusão: para tornar um acorde maior em menor basta diminuir a sua Terça.

Campo harmônico da menor melódica

TÉTRADES
GRAUS
Am7+
Bm7
C75#
D7
E7
F#º
G#º
*
SI
MI
FÁ#
SOL#
MI
FÁ#
SOL#
SI
MI
FÁ#
SOL#
SI
MI
SOL#
SI
MI
FÁ#
SOL#
MODOS
DÓRICO7+
FRÍGIO6
LÍDIO7/5+
MIXOLÍDIO 4#
MIXOLÍDIO 6b
LÓCRIO9
SUPERLÓCRIO
ou ALT7


Vamos agora trabalhar com as escalas gregas. Combinando-as.

Dispondo as escalas gregas, temos (as maiores):
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ Ú   modo Jônio
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ Ú  modo Dórico
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI Ú modo Frígio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ Ú modo Lídio
SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL Ú modo Mixolídio
LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ Ú modo Aeólio
SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ– SI Ú  modo Lócrio

Arpegios:

Os arpegios são notas dos acordes que são executadas uma após outra.

Os arpegios de Dó maior (Jônio) são:

Tríade
DO – MI – SOL
Tétrade
DO – MI – SOL – SI

Como você pode observar usamos o modo Jônio e empilhamos, no caso da tríade, usamos os 1º, 3º e 5º graus. E no caso da tétrade usamos os 1º, 3º, 5º e 7º graus. Vamos fazer o mesmo com os demais modos.
Observe na separação, no quadro abaixo.

ARPEGIOS

TRÍADES

MI
SOL
SI

MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MI
SOL
MODOS
JÔNIO
DÓRICO
FRÍGIO
LÍDIO
MIXOLÍDIO
AEÓLIO
LÓCRIO
*

GRAUS

TÉTRADES

MI
SOL
SI

MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MI
SOL
SI
MODOS
JÔNIO C/ SÉTIMA MAIOR
DÓRICO C/ SÉTIMA MENOR
FRÍGIO C/ SÉTIMA MENOR
LÍDIO COM SÉTIMA MAIOR
MIXOLÍDIO C/ SÉTIMA MENOR
AEÓLIO C/ SÉTIMA MENOR
LÓCRIO DIMINUTO
*

















Veja que o Lócrio ganhou o nome de acorde diminuto. Isto porque seus 3º e 5º graus são bemóis (compare no quadro da página 6).


REPRESENTAÇÕES – SINAIS GRÁFICOS


Para representar os acordes foram criados sinais. As cifras (nome dos acordes) são identificadas por letras.

A     B     C     D     E     F     G
Lá    Si    Dó   Ré    Mi    Fá   Sol
E sinais como:
M - maior
+ - maior (quando estiver na frente dos 7º e 14º graus) e aumentada quando estiver na frente dos demais graus ou acordes (cifras).
–  - menor
m - menor
sus à acorde suspenso
º diminuto (quando estiver na frente de cifras) e grau (quando estiver na frente de números que representam os graus da escala.
# - sustenido
b - bemol
x - duplo sustenido (natural da escala)
bb - duplo bemol (natural da escala)
( ) - atenção !
(add) - acorde que não contém um dos graus que compõe a tríade, suprimida temporariamente durante a execução. Ex.: Dadd (Fá# - Lá)
Ø - meio diminuto. (tríade diminuta que contém o sétimo grau menor)
/ Ú  acorde com baixo ou estrutura alterada. Ex.: D (Ré – Fá# - Lá) estrutura normal D/A (Lá – Ré – Fá#) estrutura alterada (graus invertidos).

Transposição:

Transposição é quando queremos transportar uma música, tocada em um acorde qualquer, para ser tocada em outro acorde. Exemplo:

Temos uma música tocada em C (dó maior) e queremos toca-la em E (mi maior)

Então conte quantos tons tem de C a E -  Dois tons

Escala do acorde da música:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Escala que queremos tocar:

MI – FÁ# – SOL# – LÁ – SI – DÓ#– RÉ#– MI


Acordes comuns (exemplo) na música tocada em Dó maior

C7+    G/B  C5+  Am  Am/G  F7+   G7   C7  F  G  E  Dm7 G#7+  Gm7  

Contando dois tons (isto vale para todos os acorde comuns).

C7+  -   E7+
G/B  -  B7+
C5+ -  E5+
Am  -  C#m
Am/G  -  C#m/B
F7+ -  A7+
G7 -  B7
C7 -  E7
F -  A
G -  B
E - G#
Dm7 - F#m7
G#7+ - C7+
Gm7 - Bm7



MOITO BEM PESSOAL, ESTUDEM ESTE TÓPICO QUE EM BREVE TEREMOS MAIS INFORMAÇÕES SOBRE HARMONIZAÇÃO.......BOA SORTE.